As tendências de decoração 2027 que a cobertura das mostras de 2026 mais destaca são pedra natural, luz quente e indireta, formas curvas, tecido nas paredes e home bar, com tons de ameixa, bordô, terracota e verde escuro. Várias delas pedem decisão ainda no projeto, antes do acabamento.
A lista vem da cobertura da CASACOR São Paulo 2026 feita pela Forbes Life e pela coluna Casa Arrumada, da Tribuna de Minas, e a cor do ano vem da WGSN. O filtro é nosso: como o escritório projeta e também executa obra, cada ideia passa pela pergunta do que ela exige numa casa de verdade, onde ninguém desmonta o ambiente depois de dois meses.
Por que a pedra natural e os materiais naturais estão em todo lugar?
A pedra aparece nas duas coberturas. A Forbes Life a inclui entre os materiais naturais da mostra, em bancadas, mesas e revestimentos, ao lado de fibras e palha, e a Tribuna de Minas a coloca entre as texturas que dividem o espaço com fibras, cerâmicas e relevos.
Na hora de escolher, quem manda é o uso. O mármore é mais sensível a mancha e a ácido do que o quartzito e as superfícies ultracompactas, e numa cozinha isso pesa bastante. Acabamentos com relevo pedem uma limpeza diferente da pedra polida, o que conta em área de uso intenso. Quando a peça é grande, como uma mesa ou uma bancada, vale conferir antes por onde a chapa vai passar, do elevador à escada e à porta. Um exemplo nosso está no espaço gourmet da Residência TA, onde a parede de pedra natural convive com uma bancada de pedra de veios marcados e uma parede em tom terracota.
O que muda com a luz quente e indireta?
Na coluna da Tribuna de Minas, a madeira dos painéis ripados e da marcenaria aparece combinada com iluminação quente e indireta, numa atmosfera acolhedora que esconde a fonte de luz. O efeito parece simples, mas todo o trabalho acontece antes de a parede ficar pronta.
Ponto elétrico, perfil ou fita de LED e driver precisam estar no projeto luminotécnico antes do forro, da marcenaria e do revestimento, e o driver ainda pede um lugar com acesso para manutenção. Decidir depois costuma significar quebrar para passar a fiação, e um detalhe pequeno vira retrabalho. Um painel de madeira com luz embutida é marcenaria e elétrica desenhadas juntas, na mesma etapa; quando a luz entra no desenho só no fim, o resultado tende a ser uma sanca improvisada ou um ponto fora do lugar.
Formas curvas valem o investimento?
Na leitura da Forbes Life, as formas arredondadas são uma das marcas da mostra, associadas a suavidade e descanso, do sofá à cabeceira. Fora da vitrine, a ideia chega à casa como sofá de linhas curvas, mesa redonda ou nicho arredondado, sempre no mesmo clima de aconchego que atravessa a lista.
Do lado da obra, móvel e marcenaria curvos dão mais trabalho do que peças retas, pedem fornecedor com experiência nesse tipo de peça e ocupam mais área. Em apartamento pequeno, o espaço que a curva toma costuma pesar mais na decisão do que o efeito visual. Vale a pena quando a curva tem função, como suavizar uma circulação apertada ou organizar um canto de convivência.
Tecido nas paredes funciona em qualquer cômodo?
Segundo a Forbes Life, linho, veludo e camurça cobrem paredes inteiras na maioria dos ambientes da mostra, dentro do mesmo movimento de aconchego e texturas. O revestimento têxtil aquece visualmente o cômodo e ajuda na acústica, uma vantagem real em quarto e em home theater.
A contrapartida está na manutenção: o tecido absorve odor e umidade e é mais difícil de limpar que uma pintura ou um revestimento liso. Por isso a gente evita em cozinha, em banheiro e em qualquer parede com risco de infiltração, e reserva a ideia para os ambientes mais secos e protegidos da casa.
O que o home bar pede da obra?
A Forbes Life também registra a volta dos home bars, de carrinhos pequenos a prateleiras completas. Em casa, o bar funciona melhor quando nasce no projeto do que quando vira um móvel encostado depois. Se a ideia inclui cuba, o bar precisa de água e esgoto, e isso define onde ele pode ficar. Adega ou frigobar pedem ponto elétrico exclusivo e ventilação para o equipamento, que esquenta ao trabalhar e não pode ficar abafado dentro da marcenaria.
Na fase de projeto, tudo isso se resolve com facilidade; na obra pronta, custa caro corrigir. Por isso a conversa sobre o bar deve acontecer junto com a da cozinha e da sala.
Quais cores devem marcar 2027?
Na paleta, a Forbes Life destaca ameixa e violeta profundos, e a Tribuna de Minas fala em bordô, terracota avermelhado e verde escuro. São cores quentes e densas, que assentam bem sobre pedra, madeira e fibra natural.
Para a cor do ano, o que está confirmado é o Luminous Blue, escolhido pela WGSN em parceria com a Coloro. Como a WGSN é um bureau de tendências e não fabrica tinta, a escolha serve mais como direção de mercado do que como cor de prateleira. Outras marcas costumam divulgar as suas perto do fim do ano, então vale conferir os anúncios mais recentes antes de decidir uma pintura.
Como usar tendência sem a casa envelhecer rápido?
Tendência de mostra é vitrine, montada para durar poucos meses. Levar a ideia para casa pede outra régua, e a que a gente usa é simples: ser conservador no que é caro e fixo, como piso, revestimento, marcenaria e pontos de luz, e ousar no que é solto e trocável, como mesa, tapete, luminária, almofada e objetos.
Nessa lógica, a pedra e a luz indireta, que costumam envelhecer bem, podem entrar na parte fixa, desde que o projeto resolva elétrica e acesso antes. As curvas mais marcadas, o tecido colorido e as cores da moda ficam melhores em peças que você consegue trocar daqui a alguns anos, sem obra.
Quer levar alguma dessas ideias para a sua casa?
Se você está pensando nas tendências de decoração 2027 para o seu projeto, fale com a gente. Aqui em Ribeirão Preto e região, o escritório projeta e acompanha a execução, o que permite decidir luz, instalações e marcenaria no momento certo. Para entender como é o trabalho em cada etapa, veja os serviços do escritório e as perguntas que ajudam a escolher quem vai cuidar do seu projeto de interiores.



